domingo, 6 de dezembro de 2015

FRANGO D'ÁGUA AZUL

O frango-d'água-azul (Porphyrio martinicus), também conhecido como galinha do Pântano da Martinica (Martinica é uma ilha francesa do Caribe) ocorre desde o norte da Argentina até o sudeste dos Estados Unidos. Em lugares como o Maranhão, no nordeste do Brasil, é alvo constante de caça por humanos, correndo o risco de desaparecer nesses locais. O indivíduo adulto revela-se como uma belíssima ave de linda tonalidade azul entrelaçando-se com verde. O bico inicia-se com um vermelho destacado terminando em amarelo. Esta última cor também é característica marcante nas suas longas pernas. Não há como diferenciar machos de fêmeas, ou seja, não possui dimorfismo sexual. Alimenta-se de material vegetal, pequenos vertebrados, entre outas coisas. Gosta de viver em lagos pantanosos, caminhando sobre a vegetação desses lagos. Evita a água mais aberta. No entanto, na foto e video abaixo esse indivíduo adulto foi visto em água aberta, o que talvez possa estar ligado à diminuição cada vez maior de habitats para o mesmo em países como o Brasil, onde a degradação do meio ambiente vem ocorrendo de forma assustadora. (Foto e Video: Joselito Nardy Ribeiro) (Local: em um pequeno lago em Vila Velha-ES). (Mais informações em: http://www.wikiaves.com.br/frango-d_agua-azul e http://ibc.lynxeds.com/species/american-purple-gallinule-porphyrio-martinica )





terça-feira, 1 de dezembro de 2015

PELICANO PARDO

Os pelicanos são da familia Pelicanidae. Seu pescoço e bico são longos e alguns chegam a possuir 3 metros de uma ponta de uma asa à outra. Habitam todos os continentes, exceto a Antártida. Alimentam-se de peixes, onde algumas vezes são vistos realizando belos voos de mergulhos na água. Por ser tão zeloso com seus filhotes, acreditava-se, na Europa Medieval, que na falta de alimento, o pelicano daria seu próprio sangue. Por isso, se tornou símbolo da Paixão de Cristo. Dentre as sub espécies de pelicanos, destaca-se o pelicano pardo (Pelecanus occidentalis). Existem raros registros da presença do pelicano pardo no Brasil, No entanto, ele é visto em alguns outros países da América do Sul, Central e do Norte, É considerado o menor dos pelicanos e sua asa chega a 2 metros de uma ponta a outra. Na década de 70 foi quase extinto devida a contaminação maciça de seu habitat por pesticidas. No entanto, para nossa sorte, em 2009 foi considerado fora de risco de extinção. As fotos abaixo foram tiradas no litoral do extremo norte do Chile, em uma praia do Oceano Pacífico, próxima da cidade de Arica. (Foto: Joselito Nardy Ribeiro) (Para mais informações acesse: http://ibc.lynxeds.com/species/brown-pelican-pelecanus-occidentalis, http://animaldiversity.org/accounts/Pelecanus_occidentalis/, http://www.wikiaves.com.br/pelicano-pardo)




segunda-feira, 23 de novembro de 2015

PICO ACONCÁGUA-ARGENTINA

Com 6.962 metros de altitude, o Pico, Cerro ou  Monte Aconcágua, na Argentina, é um dos pontos mais altos, belos e perigosos do mundo. Muitos alpinistas já perderam suas vidas tentando chegar no seu ponto mais alto. O primeiro a realizar esse feito foi o Suiço Mathias Zurbriggen em 14 de janeiro de 1897. Com seu clima particular e variações repentinas do mesmo, o Aconcágua jamais deve ser escalado por aventureiros desavisados. Mesmo no verão os ventos são fortes e as temperaturas são baixas. Para quem quer admirar sua beleza sem arriscar a vida escalando-o, terá que viajar até a cidade de Mendoza, na Argentina, e pegar a Ruta Nacional 7 e viajar 183 Km na direção de Santiago no Chile. O Pico fica na área do Parque Provincial Aconcágua na Argentina e pode ser admirado sem precisar ser escalado. No entanto, mesmo aí, se sente um cansaço extremo e dificuldade de respirar devida a baixa quantidade de oxigênio. Dores de cabeça e náuseas não são incomuns. O inverno é rigorosíssimo e mesmo no verão faz muito frio! Assim, agasalhos especiais são sempre recomendáveis. Durante o inverno a neve se alastra por todos os lados. No entanto, no verão ainda é possível encontrar um pouco de neve nos pontos mais elevados. Em janeiro de 1985, uma expedição encontrou uma múmia de um menino com idade entre 7 e 8 anos, que foi assassinado, por volta de 1500, em um ritual de sacrifício! Esse tipo de ritual era praticado por antigos povos Incas. As fotos e vídeo abaixo foram feitos em setembro de 2013 por Araceli V. F. Nardy Ribeiro e Joselito Nardy Ribeiro. Mais informações em: http://www.aconcagua.mendoza.gov.ar/  e também em http://www.losandes.com.ar/article/30-anos-del-mayor-hallazgo-arqueologico-828666.












segunda-feira, 16 de novembro de 2015

SAGUI-DE-CARA-BRANCA

Os macacos do novo mundo são assim chamados, por serem encontrados apenas no continente americano. Dentre os vários tipos de macacos do novo mundo destacam-se os saguis, também conhecidos como micos. Esses são pequenos, vivem em árvores, possuem boas garras, alimentam-se de frutos, insetos, filhotes de ratos, pequenos vertebrados, etc. Dentre as 35 espécies de saguis encontradas nas Américas Central e do Sul, 25 são encontradas no Brasil como, por exemplo o mico leão dourado e o sagui-de-cara-branca. Esse último é encontrado principalmente em Minas Gerais e Espírito Santo. Vivem em bandos pequenos, são monogâmicos, ou seja, um macho se relaciona apenas com uma fêmea e costumam gerar gêmeos. Na vida selvagem podem chegar até 10 anos de vida. Os país são bons professores e sempre ensinam os filhos como sobreviver. A invasão humana do seu habitat tem colocado essa espécie em risco, assim como muitas outras espécies de saguis. (Foto tirada em outubro de 2015 em uma mata na cidade de Vitória-ES. Autor: Joselito Nardy Ribeiro). (Maiores informações: http://www.infoescola.com/mamiferos/sagui/, http://www.ninha.bio.br/biologia/sagui.html, http://animais.culturamix.com/informacoes/primatas/sagui-da-cara-branca, https://www.youtube.com/watch?v=ngaHZ3PR55A)

domingo, 15 de novembro de 2015

NÃO SE ENGANE COM A CORAL

Os métodos que você aprendeu para identificar se uma cobra é venenosa ou não como: formato da cabeça, cores, etc. não se aplica à cobra coral. Não se baseie em ditos populares para crer ser uma cobra coral logo ali na sua frente é verdadeira ou falsa, ou seja, venenosa ou não. Esta da foto é uma cobra coral verdadeira (Micrurus) que avistamos em uma trilha da Chapada Diamantina na Bahia, mas para afirmar isso foi possível pesquisar muito. Sendo assim, vamos dar umas dicas de sites para melhor esclarecer sobre o assunto. Mas mesmo assim, deixe a aproximação e identificação para especialistas. Se você ver uma cobra, seja ela coral ou não, no habitat dela, se afaste. Não a mate! Afinal, é você quem está invadindo o território dela e não ela o seu. Se ver alguma nas proximidades de residências entre em contato urgente com a Policial Ambiental, IBAMA ou outros órgãos governamentais ligados ao meio ambiente! Eles saberão o que fazer. A cobra coral como dito anteriormente, pode ser ou não venenosa, dependendo da espécie. Esta serpente, quando peçonhenta, é uma das mais venenosas que existe. Elas ocorrem desde o Sul do EUA, América Central e América do Sul. São muito visíveis devidas às suas cores vivas em anéis! Seu veneno é um pequeno peptídeo, ou seja, formado de alguns tipos de aminoácidos e é bastante neurotóxico, ou seja ataca o sistema nervoso central. Importantes para o equilíbrio ambiental, essas serpentes se alimentam de outras serpentes, anfíbios, lagartos pequenos e medio porte. LEMBRE-SE! No habitat da coral, você é o invasor e ela só o atacará se for ameaçada. Se ver uma, não fique tentando advinhar se é a falsa ou verdadeira! AFASTE-SE. (Fotos: Joselito Nardy Ribeiro) (Data: Fevereiro de 2015) (Local: Chapada Diamantina-Bahia). (Mais informações: https://bahiachapada.wordpress.com/tag/diferenca-entre-cobras-corais/, http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9432002, http://www.todabiologia.com/zoologia/cobra_coral_verdadeira.htm )


sábado, 14 de novembro de 2015

PINGUINS DE MAGALHÃES

A região de Magalhães ou Magallanes do Chile, fica no extremo sul desse país da América do Sul. A capital da região é a agradável cidade de Punta Arenas com uma população estimada em 150.000 pessoas, segundo um censo realizado em 2008. Distante umas 03 hs dessa cidade encontra-se Puerto Natales, uma cidade chilena conhecida pelo seu potencial turístico, próxima da Cueva del Milodón, antiga caverna da Preguiça Gigante, animal que viveu até cerva de 11.000 anos atrás e do belíssimo Parque Nacional Torres del Paine. Tanto Punta Arenas qaunto Puerto Natales ficam dentro de uma região fascinante por sua paisagem e vida selvagem. Os pinguins de Magallanes estão localizado nessa área além da zona costeira da Argentina e ilhas das Malvinas. Por vezes migram para o Brasil e já foram avistados, também, no Peru, como resultado de migração. Alimentam-se de animais do mar como: peixes, lulas, etc. Um dos seus principais predadores são os leões-marinhos, entre outros. O casal monogâmico da foto cuidando de seu filhote, foi fotografado na Reserva La Pinguinera em uma região selvagem no Estreito de Magalhães, onde se tem acesso através de uma ruta que desvia da ruta entre Punta Arenas e Puerto Natales (Foto: Joselito Nardy Ribeito). O video feito por Araceli V.F. Nardy Ribeiro é de um grupo em uma praia próximo ao casal e filhote da foto. Para maiores informações: http://www.wikiaves.com.br/pinguim-de-magalhaes e http://ibc.lynxeds.com/species/magellanic-penguin-spheniscus-magellanicus?page=4


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

BOTO-COR-DE-ROSA

O boto-cor-de-cosa é o maior golfinho de água doce. É encontrado na bacia do Rio Amazonas e na bacia do Rio Solimões. A foto abaixo, feita em dezembro de 2014, é de um indivíduo adulto macho no Rio Ariaú, no Estado do Amazonas, Brasil, próximo à comunidade de São Thomé.  Os machos possuem a cor rosa mais evidente do que as fêmeas. No entanto, a coloração depende da idade, localização geográfica e outros fatores. Este animal, apesar de viver na água, não é considerado um peixe, mas é classificado, assim como nós, como um mamífero. Alimenta-se de peixe entre outros animais. Chega a medir cerca de 2,5 metros e pesar 200kg. É um belo animal e encanta a todos que têm o privilegio de ver algum individuo na natureza. (Foto: Joselito Nardy Ribeiro)